Quando se fala em ansiedade, a maior parte das pessoas pensa primeiro em sintomas evidentes: coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, preocupação excessiva, medo de sair, medo de falar em público, crises de pânico. Tudo isso é real e importante. Mas Vencendo a ansiedade e a fobia: guia prático chama atenção para algo que frequentemente passa despercebido: por trás de muitos quadros ansiosos existem fatores menos visíveis, porém profundamente influentes, como baixa autoestima, falta de assertividade e emoções reprimidas. Esses elementos nem sempre aparecem como a “face principal” da ansiedade, mas muitas vezes ajudam a mantê-la viva por anos.

Essa é uma contribuição valiosa do livro porque impede uma visão simplista. Nem toda ansiedade se sustenta apenas por medo agudo, sintomas físicos ou pensamentos catastróficos. Em muitos casos, ela também está ligada à forma como a pessoa se enxerga, à maneira como se posiciona nas relações e ao modo como lida — ou não lida — com emoções como raiva, tristeza, frustração, vergonha e ressentimento. Quando esses aspectos ficam cronicamente desajustados, a ansiedade ganha terreno fértil para se perpetuar.

O autor mostra que muitas pessoas ansiosas vivem uma combinação dolorosa: têm medo de desapontar os outros, dificuldade de dizer não, excesso de autocrítica, pouca confiança em si mesmas e uma tendência a reprimir emoções para evitar conflito. Por fora, podem parecer educadas, responsáveis, controladas e até “boas demais”. Por dentro, porém, vivem tensão contínua, ressentimento silencioso, insegurança e uma sensação persistente de não serem suficientes. Esse estado interno se conecta diretamente com a ansiedade.

Este é o nono artigo do nosso silo. Para manter a sequência lógica, vale também ler:

Agora vamos aprofundar a questão central: como autoestima, assertividade e emoções reprimidas alimentam a ansiedade?

A ansiedade nem sempre começa no medo imediato

O livro mostra que a ansiedade pode ser mantida por fatores que, à primeira vista, parecem secundários. Uma pessoa pode até aprender técnicas de respiração, entender melhor suas crises e conhecer seus gatilhos, mas continuar sofrendo porque vive presa em padrões profundos de autodesvalorização, submissão relacional e repressão emocional.

Isso explica por que algumas melhoras são apenas parciais. A pessoa reduz sintomas em um nível, mas continua exposta aos mesmos mecanismos de base:

  • não coloca limites;
  • continua tentando agradar todo mundo;
  • não expressa o que sente;
  • se culpa por tudo;
  • interpreta qualquer falha como prova de inadequação;
  • vive em relações que drenam sua energia;
  • não desenvolve confiança real em si mesma.

Nesses casos, a ansiedade não desaparece porque o sistema inteiro que a sustenta continua ativo.

O papel da autoestima na ansiedade

Entre os fatores de manutenção descritos no livro, a baixa autoestima ocupa um lugar importante. O autor sugere que muitas pessoas ansiosas carregam um senso de valor pessoal frágil. Elas não se percebem como capazes, dignas, fortes ou suficientes. Ao contrário: sentem-se vulneráveis, inadequadas, frágeis ou constantemente aquém do que deveriam ser.

Essa autoimagem fragilizada afeta diretamente a ansiedade porque muda a forma como a pessoa interpreta o mundo. Quem confia pouco em si tende a ver a realidade como mais ameaçadora. Situações comuns passam a parecer maiores do que são porque a pessoa não acredita verdadeiramente que conseguirá lidar com elas.

Como a baixa autoestima alimenta a ansiedade

Uma autoestima frágil costuma produzir vários efeitos:

  • aumenta o medo de errar;
  • amplifica a necessidade de aprovação;
  • reduz tolerância à crítica;
  • intensifica vergonha;
  • favorece perfeccionismo;
  • aumenta dependência de garantias externas;
  • fortalece o medo de rejeição;
  • torna o desconforto emocional mais difícil de suportar.

Isso ajuda a entender por que autoestima e ansiedade social frequentemente andam juntas. Mas a conexão não se limita ao social. Em pânico, agorafobia, preocupação crônica e outras formas de ansiedade, a sensação interna de fragilidade pode ampliar o medo.

Baixa autoestima e sensação de incapacidade

O livro sugere que muitas pessoas ansiosas mantêm, de forma explícita ou implícita, uma crença de incapacidade: “eu não dou conta”, “sou fraco”, “não consigo lidar”, “preciso de apoio para tudo”, “não posso falhar”. Essas crenças fazem a pessoa superestimar ameaças e subestimar seus próprios recursos.

Esse ponto dialoga diretamente com o artigo anterior:
Diálogo interno ansioso e crenças equivocadas: como parar pensamentos que alimentam o medo.

De onde vem a baixa autoestima

O livro conecta dificuldades de autoestima a experiências de infância e padrões relacionais antigos. Entre os fatores possíveis estão:

  • crítica excessiva;
  • pouco encorajamento;
  • superproteção;
  • repressão emocional;
  • mensagens de inadequação;
  • ambientes em que a aprovação precisava ser conquistada;
  • experiências repetidas de humilhação ou invalidação.

Essas experiências ajudam a formar a percepção de quem a pessoa acredita ser. Se ela cresceu ouvindo, de forma explícita ou implícita, que precisava ser perfeita, controlada, obediente ou “fácil”, pode ter aprendido a desconfiar do próprio valor espontâneo.

Mas o livro não trata autoestima como algo fixo. Pelo contrário: ela pode ser reconstruída ao longo do processo de recuperação.

O que é assertividade

Outro fator central discutido na obra é a assertividade. Ser assertivo não é ser agressivo, duro ou egoísta. É conseguir expressar necessidades, sentimentos, opiniões e limites de forma clara, respeitosa e firme. O problema é que muitas pessoas ansiosas não aprenderam isso. Elas oscilam entre dois extremos:

  • ou se calam e se anulam;
  • ou explodem depois de muito tempo acumulando tensão.

A falta de assertividade parece, à primeira vista, apenas um traço de personalidade ou um “jeito de ser”. Mas o livro mostra que ela pode contribuir fortemente para a manutenção da ansiedade.

Como a falta de assertividade aumenta a ansiedade

Quando alguém não consegue se posicionar, vários efeitos aparecem:

  • medo constante de desagradar;
  • excesso de adaptação ao outro;
  • dificuldade em recusar pedidos;
  • ressentimento acumulado;
  • sensação de impotência;
  • cansaço emocional;
  • perda de identidade nas relações;
  • aumento de tensão interna.

Na prática, a pessoa vive em alerta porque quase tudo vira risco relacional. Dizer não parece perigoso. Discordar parece perigoso. Pedir algo parece perigoso. Colocar limite parece perigoso. O resultado é uma vida internamente comprimida.

A ansiedade, então, não vem só de sintomas ou pensamentos. Vem também do fato de a pessoa estar sempre se abandonando para manter a paz externa.

A necessidade de agradar e o medo de conflito

O livro aborda com clareza a relação entre ansiedade e necessidade excessiva de aprovação. Muitas pessoas ansiosas se sentem responsáveis pelo conforto emocional dos outros. Elas acreditam que precisam manter todos satisfeitos, evitar qualquer atrito e estar sempre disponíveis.

Esse padrão gera vários problemas:

  • a pessoa assume mais do que pode;
  • se sobrecarrega;
  • acumula frustração;
  • fica ressentida;
  • sente culpa ao tentar se proteger;
  • e, no fim, continua ansiosa porque vive em autoabandono.

O medo de conflito é especialmente importante aqui. Quem evita qualquer tensão relacional costuma pagar um preço alto em tensão interna. O que não é dito por fora muitas vezes aparece por dentro como ansiedade, irritação, aperto e exaustão.

Emoções reprimidas: a ansiedade como pressão interna

Um dos pontos mais interessantes do livro é a discussão sobre sentimentos reprimidos. O autor observa que, em muitas pessoas, emoções como raiva, tristeza, mágoa, ressentimento, vergonha e frustração não são reconhecidas ou expressas adequadamente. Elas ficam contidas, empurradas para baixo, negadas ou racionalizadas.

Isso não significa que toda ansiedade seja “raiva reprimida”, nem que bastaria “colocar tudo para fora”. O ponto é mais sutil: quando emoções legítimas não encontram reconhecimento nem expressão saudável, o organismo pode permanecer em estado de tensão contínua. O corpo aperta, a mente acelera, o sistema nervoso se mantém carregado.

Emoções reprimidas e corpo ansioso

Quem vive se controlando emocionalmente pode apresentar:

  • tensão muscular crônica;
  • aperto no peito;
  • irritabilidade contida;
  • insônia;
  • sensação de sobrecarga sem saber por quê;
  • crises de choro ou colapso em momentos inesperados;
  • sensação de que está “sempre no limite”.

Esse ponto se conecta fortemente ao artigo:
Relaxamento para ansiedade: respiração abdominal, relaxamento muscular e cena de paz.

O relaxamento ajuda a regular o corpo, mas se a pessoa continua engolindo tudo, parte da tensão tende a voltar.

Por que algumas pessoas reprimem tanto o que sentem

O livro sugere que a repressão emocional costuma estar ligada à aprendizagem de vida. Algumas pessoas cresceram em ambientes onde:

  • demonstrar raiva era proibido;
  • tristeza era vista como fraqueza;
  • necessidades emocionais eram ignoradas;
  • se esperava obediência e autocontrole constantes;
  • expressar desconforto gerava culpa ou punição.

Com o tempo, a pessoa aprende que sentir é perigoso, que falar o que sente é arriscado e que se posicionar ameaça vínculos. Então ela se adapta. O custo dessa adaptação pode aparecer depois como ansiedade.

A pessoa ansiosa muitas vezes é “boa demais” para todos — menos para si

Um retrato bastante frequente, coerente com a lógica do livro, é o da pessoa extremamente responsável, prestativa, cuidadosa, previsível e controlada, mas profundamente dura consigo mesma. Ela cuida dos outros, evita incomodar, assume tarefas, tenta fazer tudo certo e raramente admite o quanto está cansada, magoada ou sobrecarregada.

Esse padrão parece virtuoso por fora, mas pode esconder:

  • medo de rejeição;
  • necessidade de aceitação;
  • dificuldade de reconhecer limites;
  • ausência de autorrespeito;
  • medo de ser vista como egoísta;
  • autovalor baseado em desempenho ou utilidade.

Nesses casos, a ansiedade funciona quase como linguagem do corpo dizendo: “esse jeito de viver está custando caro demais”.

Autoestima, assertividade e ansiedade social

Esses fatores ficam especialmente visíveis na ansiedade social. O livro mostra que o medo do julgamento dos outros não nasce só de um pensamento passageiro. Muitas vezes ele se apoia numa estrutura mais profunda:

  • autoestima baixa;
  • medo de errar;
  • perfeccionismo;
  • necessidade de aprovação;
  • incapacidade de se afirmar.

A pessoa não teme apenas “uma situação social”. Ela teme o que a situação pode revelar sobre seu valor. Por isso, trabalhar autoestima e assertividade é tão importante na recuperação da ansiedade social.

Autoestima, assertividade e pânico/agorafobia

Esses fatores também aparecem em outros quadros, como pânico e agorafobia. Em alguns casos, a pessoa desenvolve forte dependência de apoio externo porque não confia na própria capacidade de lidar sozinha com desconforto, deslocamento, imprevisibilidade ou sensação corporal intensa. O problema não é apenas o sintoma físico; é também o senso de incapacidade que se forma em torno dele.

Fortalecer autoestima, portanto, não é “tema paralelo” ao pânico. Pode ser parte importante do processo de reconstrução de autonomia.

Isso dialoga com:
Ataques de pânico: sintomas, causas e o que fazer na hora da crise e
Fobias e evitação: como a exposição ajuda a perder o medo aos poucos.

O que muda quando a pessoa desenvolve assertividade

Quando a assertividade começa a crescer, muita coisa muda na ansiedade. A pessoa passa a:

  • dizer não com menos culpa;
  • pedir o que precisa;
  • expressar discordância de modo mais claro;
  • colocar limites antes do colapso;
  • sentir menos ressentimento acumulado;
  • confiar mais na própria voz;
  • depender menos de aprovação para se sentir segura.

Esses ganhos reduzem a ansiedade porque diminuem a tensão relacional permanente. A pessoa deixa de viver tão comprimida por dentro.

Como desenvolver mais assertividade na prática

O livro discute a importância desse desenvolvimento no contexto mais amplo da recuperação. Traduzindo isso em prática, alguns passos são especialmente úteis:

1. Reconhecer que você tem direitos emocionais legítimos

Você pode dizer não, pedir tempo, discordar, mudar de ideia, proteger seu limite e expressar desconforto.

2. Começar com limites menores

Nem sempre é preciso começar pelas conversas mais difíceis. Pequenas afirmações de vontade já ajudam a construir confiança.

3. Trocar explicações excessivas por clareza

Pessoas pouco assertivas costumam justificar demais seus limites. Clareza simples costuma funcionar melhor.

4. Tolerar a culpa inicial

Muita gente sente culpa quando começa a se posicionar. Isso não significa que está errada. Muitas vezes significa apenas que está saindo de um padrão antigo.

5. Praticar repetidamente

Assertividade é habilidade, não talento inato.

Como começar a trabalhar autoestima

O livro coloca autoestima como dimensão importante da recuperação ampla. Na prática, isso envolve várias mudanças graduais.

Reconhecer a autocrítica

Muita gente nem percebe o quanto se agride mentalmente. O primeiro passo é notar.

Separar valor pessoal de desempenho

Errar, falhar ou sentir medo não torna ninguém inferior.

Construir confiança por experiência

Autoestima não melhora só por afirmação verbal. Ela cresce quando a pessoa enfrenta situações e percebe que consegue.

Reduzir comparações

Comparação constante corrói senso de valor e alimenta ansiedade.

Desenvolver autorrespeito

Autoestima não é vaidade. É a capacidade de tratar a si mesmo como alguém digno de cuidado e consideração.

Como lidar com emoções reprimidas sem explodir

Trabalhar emoções reprimidas não significa descarregar tudo impulsivamente. O ponto é aprender a reconhecer, nomear e expressar de forma saudável. Algumas práticas úteis:

Nomear o que sente

“Estou frustrado”, “estou magoado”, “estou com raiva”, “estou triste”.

Localizar gatilhos recorrentes

Em que situações você engole tudo?

Escrever antes de falar

Às vezes, escrever ajuda a organizar o sentimento.

Expressar cedo, não só quando transborda

Quanto mais uma emoção é ignorada, maior a chance de explosão tardia ou ansiedade acumulada.

Buscar linguagem clara e responsável

Expressar emoção não é atacar. É comunicar experiência interna com honestidade.

Por que esses fatores são “invisíveis”, mas decisivos

Eles são invisíveis porque nem sempre aparecem nos sintomas mais óbvios. Uma pessoa pode falar “tenho ansiedade ao dirigir” ou “tenho crise de pânico no mercado”, mas não perceber que também vive:

  • sem autoestima;
  • sem direito interno de se posicionar;
  • sem contato verdadeiro com o que sente.

Quando essas camadas não são trabalhadas, a ansiedade encontra sempre alguma forma de continuar.

Esses fatores substituem o tratamento clássico da ansiedade?

Não. O livro não propõe substituir técnicas corporais, cognitivas e comportamentais por um trabalho apenas emocional ou relacional. A proposta é integrá-los. Esse é justamente o sentido da recuperação abrangente: corpo, mente, comportamento, emoções, relações e autoestima precisam conversar entre si.

Por isso, este artigo deve ser lido em conexão com o resto do silo, especialmente:

Quando procurar ajuda profissional

Questões de autoestima, assertividade e emoções reprimidas podem ser profundamente enraizadas. Em alguns casos, o apoio profissional é especialmente importante, sobretudo quando há:

  • histórico de crítica intensa ou invalidação;
  • relações abusivas;
  • grande dificuldade de expressar emoções;
  • ansiedade muito ligada a vínculos;
  • explosões após longos períodos de repressão;
  • autocrítica severa e persistente.

Trabalhar essas áreas com acompanhamento pode acelerar muito a recuperação.

Conclusão

A grande contribuição do livro nesse ponto é mostrar que a ansiedade não é alimentada apenas por sintomas físicos, gatilhos externos ou pensamentos catastróficos. Muitas vezes, ela é sustentada por fatores mais silenciosos e profundos: uma autoestima fragilizada, a incapacidade de se posicionar nas relações e o hábito de reprimir emoções importantes. Quando a pessoa vive se anulando, duvidando de si e engolindo o que sente, o sistema nervoso raramente encontra verdadeira paz.

Trabalhar autoestima, assertividade e expressão emocional não é algo periférico. É parte central da recuperação para muitas pessoas. Isso não significa abandonar técnicas de respiração, exposição ou reestruturação cognitiva. Significa completar o tratamento, tornando-o mais profundo e mais sustentável. Ansiedade não diminui apenas quando o medo baixa. Ela também diminui quando a pessoa passa a ocupar melhor a própria vida, respeitar seus limites, confiar mais em si e viver com menos repressão interna.

No próximo e último artigo do silo, vamos fechar esse percurso com um tema decisivo: como manter os ganhos e evitar recaídas. Continue em:
Como evitar recaídas na ansiedade: sinais de alerta, rotina e plano de manutenção.

Referências bibliográficas

BOURNE, Edmund J. Vencendo a ansiedade e a fobia: guia prático. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2024.

BURNS, David. Feeling Good: The New Mood Therapy. New York: Avon Books.

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BECK, Aaron; EMERY, Gary. Anxiety Disorders and Phobias: A Cognitive Perspective. New York: Basic Books, 2005.

BUTLER, Gillian. Overcoming Social Anxiety and Shyness: A Self-Help Guide Using Cognitive Behavioral Techniques. London: Robinson, 2008.

MCKAY, Matthew; SKEEN, Michelle; FANNING, Patrick; BLANCHARD, Prudence. The CBT Anxiety Solution Workbook. Oakland: New Harbinger Publications.

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